Etapas da educação Infantil
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Quais são as etapas da educação infantil e o que se aprende em cada uma delas?

A educação infantil é uma fase de descobertas e aprendizagens que contribuem para o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças. Desde os primeiros meses de vida até os 5 anos, cada experiência oferece oportunidades para explorar o ambiente, desenvolver novas habilidades e construir relações com as pessoas ao redor.

Entretanto, as necessidades e as possibilidades de aprendizagem mudam conforme a criança cresce. Por isso, as escolas organizam suas turmas considerando as diferentes faixas etárias e planejam experiências pedagógicas adequadas a cada fase. Dessa forma, as brincadeiras, as interações e as atividades cotidianas acompanham o desenvolvimento dos pequenos, sem antecipar exigências de etapas posteriores.

Mas, afinal, quais são as etapas da educação infantil e o que as crianças aprendem em cada uma delas? Neste artigo, explicamos como funciona essa divisão, quais habilidades costumam ser desenvolvidas do berçário ao jardim e como as famílias podem acompanhar essas conquistas.

Qual é a importância da educação infantil para o desenvolvimento da criança?

A educação infantil é a primeira etapa da educação básica e tem um papel fundamental no desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças. Além de ampliar suas experiências para além do ambiente familiar, a escola oferece oportunidades para que os pequenos construam novos vínculos, desenvolvam a autonomia e descubram diferentes maneiras de se relacionar com o mundo.

Alunos tendo aula em escola bilíngue.

Para isso, as instituições de ensino promovem brincadeiras, interações e experiências pedagógicas que estimulam a linguagem, a criatividade, o movimento e a convivência. Essas atividades são planejadas de acordo com as necessidades de cada faixa etária, permitindo que os pequenos desenvolvam novas habilidades de maneira gradual e significativa.

Nesse contexto, é importante compreender que o aprendizado na educação infantil não depende da antecipação dos conteúdos do ensino fundamental. Pelo contrário, as brincadeiras e as interações são fundamentais para a construção do conhecimento, pois permitem que os pequenos explorem o ambiente, experimentem possibilidades e aprendam a partir das próprias descobertas.

Como funciona a divisão das etapas da educação infantil?

No Brasil, a educação infantil atende crianças de até 5 anos e está organizada em duas etapas, conforme a legislação educacional: creche, destinada às crianças de até 3 anos, e pré-escola, voltada às crianças de 4 e 5 anos. Essa divisão considera a faixa etária dos pequenos e orienta a organização do atendimento escolar.

A forma como a escola vai segmentar e nomear as turmas dentro dessas duas faixas etárias fica a critério do seu Regimento Escolar e da sua Proposta Pedagógica, ou seja, varia de escola para escola.

Fases da educação infantil.

Para organizar essas experiências no cotidiano, muitas instituições também adotam nomes como Berçário, Maternal I, Maternal II, Jardim I e Jardim II. Entretanto, reforçando o que falamos anteriormente, essas nomenclaturas não são padronizadas nacionalmente.

Considerando essa organização, vamos conhecer as cinco denominações mais utilizadas e compreender quais habilidades e aprendizagens costumam ser desenvolvidas em cada fase da educação infantil.

Berçário

O berçário acolhe bebês que estão começando a descobrir o próprio corpo e a explorar o ambiente ao redor. Nessa fase, os cuidados diários, as interações afetivas e as experiências sensoriais desempenham um papel importante na construção da segurança emocional e no desenvolvimento infantil.

As atividades respeitam as possibilidades individuais de cada um e incentivam movimentos espontâneos, como rolar, alcançar objetos, sentar, engatinhar e dar os primeiros passos. O objetivo não é acelerar essas conquistas, mas oferecer um ambiente seguro e estimulante para que elas aconteçam naturalmente.

Criança brincando em berçário Aviva

A comunicação também começa a ganhar novas formas. Por meio de olhares, gestos, balbucios, músicas e conversas, os bebês ampliam suas possibilidades de expressão e constroem vínculos com os adultos e com outras crianças.

Entre as principais experiências de aprendizagem no berçário, destacam-se:

  • Exploração de diferentes texturas, sons, cores e materiais.
  • Desenvolvimento dos movimentos corporais e da coordenação motora.
  • Estímulo à comunicação por meio de gestos, sons e palavras.
  • Construção de vínculos afetivos com educadores e outras crianças.
  • Participação gradual nos momentos de alimentação e higiene.
  • Exploração de brinquedos e objetos adequados à faixa etária.

Na Aviva, o trabalho com os bebês valoriza princípios da abordagem de Emmi Pikler, especialmente o movimento livre, a autonomia e o cuidado respeitoso. Dessa maneira, cada descoberta acontece em um ambiente acolhedor, com atenção às necessidades individuais.

Maternal I

No Maternal I, frequentemente associado às crianças entre 1 e 2 anos, a curiosidade e o desejo de explorar o ambiente tornam-se cada vez mais presentes. Os pequenos começam a experimentar novas possibilidades de movimento, demonstrar preferências e participar de maneira mais ativa das atividades cotidianas.

Com essa participação mais ativa, a comunicação também ganha importância. A criança amplia gradualmente seu vocabulário, reconhece nomes de pessoas e objetos e utiliza palavras, gestos e expressões para comunicar suas necessidades.

Criança brincando com tinta

À medida que desenvolvem essas habilidades, os pequenos também ampliam suas relações sociais. A convivência com outras crianças e educadores oferece oportunidades para expressar sentimentos, reconhecer diferentes emoções e participar de experiências coletivas.

As atividades do Maternal I podem incluir:

  • Brincadeiras com blocos de encaixar e empilhar.
  • Exploração de tintas, massinhas e materiais sensoriais adequados.
  • Reconhecimento de partes do corpo.
  • Contação de histórias e atividades musicais.
  • Brincadeiras que envolvem equilíbrio e coordenação motora.
  • Incentivo à participação nos momentos de alimentação e higiene.
  • Experiências de identificação de cores, formas e objetos.

Maternal II

O Maternal II costuma atender crianças entre 2 e 3 anos, fase em que a linguagem e a capacidade de expressão apresentam avanços importantes. Com o vocabulário em expansão, os pequenos começam a formar frases, fazer perguntas e comunicar suas ideias e sentimentos com maior clareza, ampliando suas possibilidades de interação com as pessoas ao redor.

Esse desenvolvimento também se reflete nas brincadeiras, que passam a envolver mais imaginação e representação de situações cotidianas. Por meio de atividades como brincar de casinha, cuidar de bonecos e participar de histórias, as crianças experimentam diferentes papéis, ampliam o vocabulário e desenvolvem a capacidade de compreender situações presentes em seu dia a dia.

Professor da AVIVA brincando em roda com seus alunos

À medida que essas experiências se tornam mais interativas, a convivência com os colegas também ganha importância. As brincadeiras coletivas oferecem oportunidades para aprender a compartilhar espaços, expressar preferências e lidar com diferentes emoções.

Entre as aprendizagens trabalhadas no Maternal II estão:

  • Ampliação do vocabulário e formação de frases.
  • Desenvolvimento da capacidade de ouvir e contar pequenas histórias.
  • Exploração de noções de tamanho, quantidade e posição.
  • Identificação de cores, formas e características dos objetos.
  • Aprimoramento da coordenação motora por meio de desenhos e construções.
  • Participação em brincadeiras simbólicas e coletivas.
  • Reconhecimento e expressão de sentimentos.
  • Desenvolvimento gradual de hábitos de autocuidado.

Jardim I

O Jardim I pode ser utilizado por algumas escolas para identificar turmas de crianças entre 3 e 4 anos. Nessa fase, a curiosidade se manifesta por meio de perguntas, observações e tentativas de compreender como as coisas funcionam.

As experiências pedagógicas tornam-se mais diversificadas e permitem explorar conhecimentos relacionados à natureza, à linguagem, às artes e às primeiras noções matemáticas.

Entretanto, esses assuntos não precisam aparecer como disciplinas formais, pois podem ser trabalhados de maneira integrada às brincadeiras e aos projetos desenvolvidos pela turma.

Crianças brincando em horta da Aviva

Por exemplo, ao observar o crescimento de uma planta, as crianças podem conversar sobre a natureza, comparar tamanhos, acompanhar mudanças e registrar suas descobertas por meio de desenhos. Assim, uma única experiência contribui para diferentes dimensões da aprendizagem.

As atividades do Jardim I podem envolver:

  • Desenho, pintura, recorte e colagem com materiais adequados.
  • Exploração de linhas, traçados, cores e formas geométricas.
  • Comparação de tamanhos, quantidades e distâncias.
  • Contagem de objetos em brincadeiras e situações cotidianas.
  • Observação de plantas, animais e fenômenos da natureza.
  • Reconhecimento do corpo e exploração dos sentidos.
  • Participação em histórias, rodas de conversa e dramatizações.
  • Construção de brinquedos com materiais reutilizáveis.

Jardim II

O Jardim II, em algumas organizações escolares, corresponde às turmas de crianças entre 4 e 5 anos. Nessa fase, os pequenos ampliam as habilidades desenvolvidas anteriormente e passam a explorar conhecimentos mais elaborados, especialmente relacionados à linguagem, ao raciocínio lógico e à resolução de problemas.

Com o avanço dessas habilidades, é comum que as crianças demonstrem maior interesse por letras, números e histórias. Para acompanhar essa curiosidade, os educadores propõem experiências que aproximam os pequenos da leitura, da escrita e da matemática por meio de situações presentes no cotidiano.

Criança aprendendo a escrever.

Além dessas aprendizagens, outras experiências desenvolvidas no Jardim II incluem:

  • Reconhecimento de letras e exploração dos sons da linguagem.
  • Contato com livros, histórias e diferentes formas de escrita.
  • Identificação e registro do próprio nome, conforme o desenvolvimento individual.
  • Contagem, comparação de quantidades e reconhecimento de números.
  • Exploração de formas geométricas, medidas e relações espaciais.
  • Desenvolvimento da coordenação motora por meio de desenhos, recortes e construções.
  • Investigação de elementos da natureza e fenômenos cotidianos.
  • Participação em jogos coletivos e resolução de pequenos conflitos.
  • Ampliação da autonomia nos cuidados pessoais e na organização dos materiais.

Todas essas experiências contribuem para a preparação das crianças para o ensino fundamental, pois fortalecem habilidades importantes para as próximas etapas escolares.

Entretanto, isso não significa antecipar a alfabetização ou exigir que os pequenos dominem conteúdos formais, já que as brincadeiras, a criatividade e as interações continuam sendo essenciais para a aprendizagem nessa fase.

O que a BNCC determina que as crianças aprendam na educação infantil?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta as aprendizagens da educação infantil e reconhece as brincadeiras e as interações como fundamentais para o desenvolvimento das crianças. Para isso, organiza os objetivos pedagógicos em cinco campos de experiências, trabalhados de maneira integrada.

Os campos “O eu, o outro e o nós” e “Corpo, gestos e movimentos” abordam a identidade, a convivência, a autonomia e o desenvolvimento corporal. Já “Traços, sons, cores e formas” e “Escuta, fala, pensamento e imaginação” valorizam a criatividade, as expressões artísticas, a comunicação e a linguagem.

Por fim, “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações” contempla experiências relacionadas à natureza, aos números, às medidas e às mudanças no ambiente. Dessa forma, os cinco campos orientam atividades adequadas às diferentes faixas etárias, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada criança e devem ser trabalhados em cada estapa de aprendizagem.

Como saber se meu filho está se desenvolvendo bem em cada etapa?

Para saber se a criança está se desenvolvendo bem, é importante acompanhar suas conquistas ao longo do tempo, observando como ela se movimenta, se comunica, brinca e interage com as pessoas. Mais do que verificar se já aprendeu determinada habilidade, os familiares devem perceber se ela demonstra interesse pelo ambiente, experimenta novas possibilidades e amplia gradualmente sua autonomia.

Bebe pintando desenvolvendo coordenação motora

Os sinais que merecem atenção variam conforme a fase do desenvolvimento. No berçário, por exemplo, é possível observar como o bebê reage às vozes, acompanha movimentos, explora objetos e conquista novas habilidades motoras. Já no Maternal I e II, o acompanhamento pode considerar a evolução da linguagem, a capacidade de expressar necessidades, a participação nas brincadeiras e as primeiras iniciativas de autocuidado.

Conforme a criança avança para o Jardim I e II, outros aspectos passam a ganhar destaque, como a capacidade de conversar sobre suas experiências, fazer perguntas, participar de atividades coletivas e buscar soluções para pequenos desafios.

Entretanto, essas observações não devem funcionar como uma lista rígida de exigências. Cada criança possui seu próprio ritmo, e o mais importante é considerar sua evolução individual e os marcos de desenvolvimento esperados para a idade. Por isso, vale acompanhar suas conquistas ao longo dos meses, sem estabelecer comparações constantes com outras crianças.

Para tornar esse acompanhamento mais completo, mantenha um diálogo frequente com os educadores e compartilhe o que observa em casa. A escola pode ajudar a identificar avanços e dificuldades em diferentes situações.

Como escolher uma escola que respeite cada etapa da educação infantil?

Conhecer as etapas da educação infantil ajuda as famílias a compreender o que observar ao escolher uma instituição de ensino. Mais do que verificar as atividades oferecidas, é importante entender como a proposta pedagógica acompanha as necessidades das crianças em cada fase.

Criança sendo recebida por professora da Aviva.

Um dos principais aspectos é a maneira como a escola valoriza o brincar, a autonomia e as relações afetivas. Ambientes preparados para a exploração, profissionais qualificados e experiências adequadas à faixa etária contribuem para que os pequenos aprendam com segurança e confiança.

Também vale observar como a instituição organiza a rotina, acompanha o desenvolvimento individual e mantém a comunicação com os responsáveis. Afinal, a parceria entre família e escola permite compreender melhor as conquistas e os desafios vivenciados pelas crianças.

Na Aviva Escola Infantil, acreditamos que cada pequeno aprende por meio das próprias experiências, descobertas e interações. Nossa proposta pedagógica valoriza o acolhimento, o movimento livre, a escuta ativa e o respeito à individualidade, com referências nas abordagens de Emmi Pikler e Reggio Emilia.

Desde o berçário até os últimos anos da educação infantil, buscamos oferecer ambientes preparados para que os pequenos possam explorar, brincar e construir conhecimentos no próprio ritmo. Assim, cada etapa se torna uma oportunidade de crescer com autonomia, afeto e confiança.

Conheça a AVIVA

A AVIVA está presente na fase mais importante da vida do seu filho. Especialistas em Berçário e Educação Infantil desde 2008, incentivamos os estímulos sensório-motores como forma de experimentar o mundo, até a condição essencial para desenvolver a autoestima, a socialização, o pensamento crítico e a linguagem.

Por isso, buscamos proporcionar um ambiente seguro para construção de habilidades sociais e emocionais das crianças, além de diversas atividades como o balé, o judô, o teatro, a música e um programa bilíngue completo, oferencendo as condições para o desenvolvimento integral.