Quanto Tempo Leva a Adaptação Escolar?
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Quanto Tempo Leva a Adaptação Escolar?

Neste trecho do Avivacast 03, Verônica D’Allava nos explica quanto tempo em média leva para a criança se adaptar à escola, mas esclarece que cada criança é única e é preciso respeitar o processo gradual de cada uma.

Sobre a verônica

Verônica, mãe da Manuela, pedagoga, com especialização em Educação Infantil, atualmente cursando Neurociência e Desenvolvimento Infantil. Atua na educação a 9 anos, lecionando nos grupos da primeira infância de 0 a 5 anos e no 1° ano do ensino fundamental. É encantada pelas descobertas da primeira infância. Trabalho na Aviva desde 2019 como coordenadora pedagógica na Unidade Klabin.

Cada Criança é Única: Evite Comparações e Prazos Rígidos

Uma das primeiras questões que os pais fazem ao iniciar essa jornada é: “Quanto tempo leva para meu filho se adaptar?”. A resposta curta é: depende. Mas, como explica Verônica, essa é uma pergunta que não tem um prazo fixo, pois cada criança tem seu próprio ritmo, suas experiências anteriores e suas formas de reagir ao novo.

Enquanto algumas crianças logo no primeiro dia demonstram entusiasmo, exploram a escola como se fosse um grande quintal, como ela mesma diz, outras só vão sentir o impacto da mudança na segunda ou terceira semana, quando percebem que aquela nova rotina veio para ficar.

A Primeira Semana: Descobertas e Encantamento

Na primeira semana, é comum que a criança encare a escola como uma grande brincadeira. O espaço amplo, os brinquedos, o ambiente diferente… tudo remete a algo novo e divertido. É como se fosse uma visita ao parque da casa da avó, aquele espaço onde se corre, se experimenta, se encanta.

Por isso, muitos pais relatam que os pequenos nem sentiram tanto a separação nos primeiros dias. Mas esse comportamento pode mudar com o tempo, e é importante estar atento às transformações emocionais que vão surgindo conforme a criança entende que a escola faz parte da sua rotina.

A Segunda Semana: O Peso da Compreensão

É na segunda semana que o processo de adaptação realmente se revela. A criança começa a perceber que existe um novo ritmo, um novo adulto com quem ela vai conviver diariamente, que não é a mãe, o pai, a avó ou a babá. Essa consciência pode vir acompanhada de insegurança, resistência e choro.

Verônica destaca que essa fase é fundamental e precisa ser acolhida com empatia. O desconforto que surge é esperado e faz parte da construção de confiança entre a criança e os educadores. É justamente por isso que a Escola Aviva adota o modelo de adaptação gradual, respeitando o tempo de cada família.

Um Mês é um Bom Marco para Observar

Embora não haja uma regra, a escola orienta que as famílias se organizem para acompanhar de perto a adaptação por, no mínimo, uma semana inteira com tranquilidade. Se possível, um mês de atenção mais intensa é o ideal para observar a evolução da criança.

Durante esse período, os horários podem ser adaptados de acordo com as necessidades emocionais e o comportamento da criança. Algumas irão precisar de mais tempo para se despedir, outras vão preferir que esse momento seja mais rápido e leve.

Quem Deve Acompanhar a Criança na Adaptação?

Uma dúvida comum é se a mesma pessoa precisa acompanhar todos os dias da adaptação. A resposta é não, e isso pode, inclusive, ajudar.

Segundo Verônica, o ideal é que a família observe qual figura oferece mais conforto para a criança naquele momento. Pode ser que com a mãe a despedida seja mais difícil, então o pai se torna uma alternativa mais tranquila. Ou o contrário. O importante é que quem acompanha tenha vínculo afetivo com a criança, seja um dos pais, avós ou outro cuidador próximo.

A experiência de alternar acompanhantes pode ajudar a criança a explorar diferentes formas de se despedir, e assim, aos poucos, encontrar segurança na separação.

A Despedida é um Capítulo à Parte

Um dos pontos mais sensíveis da adaptação é o momento da despedida. Verônica destaca que não há como ignorar a dificuldade que muitos pequenos enfrentam ao se separar da figura de apego principal. Por isso, é essencial que esse momento seja vivido com respeito e honestidade emocional.

Evitar “desaparecer” sem avisar ou sair escondido, por exemplo, pode gerar insegurança e prejudicar a relação de confiança da criança com o ambiente escolar. Mesmo que doa no coração, uma despedida clara, breve e carinhosa é sempre o melhor caminho.

Acolhimento Também Para os Pais

Por fim, é importante lembrar que a adaptação não é só da criança, é da família inteira. Muitos pais carregam culpas, medos, ansiedade. E tudo isso é natural. A Escola Aviva reconhece essas emoções e oferece uma escuta ativa para acolher também os responsáveis durante esse período.

A parceria entre escola e família é a base para uma adaptação mais leve, segura e positiva. Quando os pais estão confiantes, a criança sente. Quando há comunicação transparente, os desafios ficam mais fáceis de enfrentar.

Conheça a AVIVA

A Escola de Educação Infantil e Berçário AVIVA está presente na primeira infância do seu filho, a fase mais importante da vida dele. Incentivamos os estímulos sensório-motores como forma de experimentar o mundo, até a condição essencial para desenvolver a autoestima, a socialização, o pensamento crítico e a linguagem.

Por isso, buscamos proporcionar um ambiente seguro para construção de habilidades sociais e emocionais das crianças, além de diversas atividades como o balé, o judô, o teatro, a música e um programa bilíngue completo, que oferecem muitos benefícios para o desenvolvimento delas, como da autoestima, coordenação motora e concentração.