Quais estratégias poderão ser trabalhadas com a criança para facilitar a introdução de alimentos na escola

Introdução de alimentos. A fase de introdução alimentar é naturalmente repleta de novidades, e por isso pode ser complexa e desafiadora, ainda mais quando é vivenciada não só em casa, com a família, mas também em creches e escolinhas infantis. 

O desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e sensoriais da criança está entre as principais propostas pedagógicas da educação infantil para crianças de 0 a 3 anos, o que inclui também a alimentação. 

Confira no artigo a seguir quais estratégias podem ser trabalhadas com os pequenos de modo a facilitar a introdução alimentar na escola. 

Introdução de alimentos- Converse com as crianças sobre a comida

Manter um diálogo aberto sobre comida com os pequenos é uma das estratégias fundamentais, e isso vale tanto para os pais e familiares quanto para os educadores e demais profissionais da escolinha envolvidos nessa tarefa.

Mãe falando com a filha.
Mãe falando com a filha.

Pergunte para as crianças quais são os seus alimentos preferidos, de que maneira prefere comê-los, se sabe de onde eles vieram e outros aspectos que julgar interessantes. 

Se possível, observe e converse com os pais sobre os alimentos mais consumidos pela família – isso pode ajudar a identificar semelhanças nos hábitos alimentares para incentivar uma melhor alimentação

Ter conversas como essas com os pais e com as crianças também cria a oportunidade ideal para falar de alimentos que devem ser consumidos com moderação (como doces, balas, chocolates, refrigerantes, lanches, salgadinhos, pizza, etc).

Evitar a exposição dos pequenos a esse tipo de produto é importante para não deixar seu paladar mal acostumado com grandes quantidades de açúcar, sódio e conservantes, que podem trazer problemas de saúde no futuro. 

A escola tem o papel de fornecer a refeição baseada nas recomendações nutricionais de cada criança, levando em consideração o tempo diário que vão passar naquele espaço. Além disso, também podem promover ações capazes de introduzir novos alimentos e fazer com que os estudantes conheçam, manipulem e mastiguem novas opções.

As escolinhas infantis e as creches desempenham um papel estratégico no estímulo à alimentação saudável. Cabe à instituição de ensino orientar seus alunos a tomar decisões mais conscientes e equilibradas, tendo a saúde e o bem-estar como prioridades. 

Introdução de alimentos: Envolva a criança no preparo do alimento

É muito comum que as crianças fiquem curiosas ao ver um adulto na cozinha preparando uma refeição. Eles querem saber o que está acontecendo, como funciona, e até mesmo se podem ajudar.

Criança ajudando a mãe na cozinha.
Criança ajudando a mãe na cozinha.

Essa curiosidade natural das crianças pode ser explorada a favor do incentivo à alimentação saudável, seja em casa ou na escola. É interessante que as professoras permitam que as crianças estejam presentes durante o preparo dos alimentos que irão consumir.

Essa estratégia estimula seu lado cognitivo e analítico, e também o desenvolvimento da autonomia, capacidades essenciais para um crescimento saudável e equilibrado. 

Leve as crianças até a cozinha, permita que elas acompanhem o preparo da comida, ajude na identificação dos alimentos. Muitas instituições optam por ter uma horta própria, o que é uma excelente ideia e também pode servir para ensinar às crianças a manusear os alimentos e como cultivá-los.  

Tornar os momentos de refeição e preparo do alimento em ocasiões descontraídas e agradáveis é importante para que a criança se sinta bem e à vontade, o que ajuda a criar memórias afetivas positivas dos alimentos que ela consome. 

Promova atividades temáticas

Alimentação e comida são assuntos muito amplos e fáceis de serem abordados, o que possibilita que atividades lúdicas com essa temática sejam desenvolvidas com o objetivo de despertar o interesse dos pequenos sobre o assunto.

Introdução de alimentos na vida da criança: Pais introduzindo a criança na cozinha
Pais introduzindo a criança na cozinha

Essa estratégia pode ajudar bastante, principalmente se no grupo houver alguma criança com seletividade alimentar ou um problema de saúde específico. 

Essas atividades podem ser promovidas em sala de aula mesmo, dentro da cozinha, enquanto as crianças acompanham o preparo das refeições, ou até na horta, aprendendo a cultivar os alimentos. 

Elabore jogos de memória, dominó ou de tabuleiro com imagens de legumes, verduras e frutas. Jogos de adivinhação também são uma boa ideia.

Outra sugestão legal é disponibilizar recortes de alimentos saudáveis para que as crianças montem um prato com figuras que representem uma refeição completa. Todas essas opções ajudam também na memorização das características dos alimentos.  

Brincadeiras envolvendo a experimentação de alimentos, como uma degustação às cegas, por exemplo, são uma forma das crianças identificarem os itens através do tato, olfato e paladar. 

Promova oficinas de receitas simples e de preparo rápido, como uma salada de frutas, por exemplo, ou um omelete. As crianças escolhem os itens que querem adicionar e um dos profissionais da equipe pode ficar encarregado de preparar a receita. Elas vão adorar ter o direito de escolher o que colocar em suas próprias refeições.  

Incentive o uso dos utensílios

Outra estratégia interessante a contribuir com a adaptação da alimentação infantil nas escolas é aderir aos copos e pratos de vidro. Além de serem mais higiênicos que as opções de plástico, é uma forma de se aproximar do que os alunos têm em casa. 

Introdução de alimentos na vida da criança
Introdução de alimentos na vida da criança

Especialistas na área indicam que o uso dos talheres e a manipulação dos utensílios também fazem parte do processo de aprendizagem, e devem ser indicados de acordo com a fase do desenvolvimento das crianças.

Uma iniciativa tão simples como essa pode significar uma questão de reconhecimento, valorização e acolhimento para as crianças. 

Veja a alimentação como uma extensão da aprendizagem

A recomendação é de que as escolas gerenciem o momento de alimentação como uma verdadeira extensão da proposta pedagógica escolar. Sendo assim, a formação dos hábitos alimentares saudáveis deve buscar o diálogo constante com os valores culturais, sociais e afetivos de cada região geográfica, escola e indivíduo.

Essa postura só tende a contribuir com o desenvolvimento integral dos estudantes, favorecendo a criação de memórias afetivas positivas com relação à comida e os momentos de refeição. 

Para que isso obtenha de fato bons resultados, é preciso que o tema esteja presente no currículo escolar de maneira interdisciplinar, sendo explorado amplamente pelas diversas abordagens e refletindo no momento da alimentação, já que as aprendizagens incidem diretamente na escolha dos alunos com relação ao que será ingerido.

Através disso, as crianças aprendem a ter autonomia, a pensar sobre a importância de variar a composição do prato e até mesmo a refletir sobre o desperdício dos alimentos. 

As crianças precisam ser ensinadas e incentivadas a fazer escolhas saudáveis, e para isso é fundamental ter um apoio direcionado para que esse processo tenha sempre a saúde e o bem-estar como objetivos principais. 

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